quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Choro os meus medos.



Sentada
Com a cabeça apoiada sobre os joelhos,
Choro os meus medos,
Guardo os meus segredos.
Meus desejos permanecem em oculto,
Prefiro não sonhar
Porque nunca me dispo deste meu luto,
Do que acordar para novamente me despenhar.
Estou destinada a vaguear
Obscurecida por estas sombras
Que me corroem e destroem,
Por estas ideias que me moem
Que me avivam meus fantasmas.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Olhares vazios.



Olhares vazios
Corroídos pelas sombras do Passado,
Olhos sombrios,
Reflectem o pensamento assombrado.

Experiências vividas,
Muitos erros cometidos
Lições aprendidas,
Corações magoados.

A minha alma fugiu
Libertou-se deste ser amargurado
Deixou este espaço vago,
Este ser que ao sentir, nunca sentiu,
Nunca se deu por realizado.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O erguer dos mortos.



Ergam-se os corpos,
Rebentem-se as madeiras,
Perfurem-se as terras,
Levantem-se os mortos.

Que comecem novas eras,
Que os céus fiquem sem cor,
Que se apoderem deste mundo as trevas,
Porque nesta vida já chega de dor.

Que estes céus negros
Se esvaiam em sangue
Nova chuva sempre abundante,
Gotas que tocam o chão num breve instante
De som e textura sombrios
Deixaram meus vasos sanguíneos vazios.

Medo angustiante.


Sensação agoniante,
Angústia penetrante,
Inconfunível susto.
Pensamentos, suposições de nível nefasto bruto.

Preocupação desmedida,
Felicidade perdida.
Frenetismo permanente.
Mente em estado doente.

Breves flashes negativos
Me invadem a mente.
Medos furtivos
De que algo te possa ter acontecido
Medo enlouquentemente
Sufocante,
As minhas ideias divagam no pior sentido.

Por fim,
Felizmente nada aconteceu
A sensação afasta-se de mim.
Notícias tuas.
Ainda bem que não sentiste o medo que me absorveu
Ainda bem que nada se perdeu.
Espero nunca mais sentir...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Noite na praia.



Passeios nocturnos na praia,
Caminhando pela areia
Rumo ao mar,
Abraçados até parar.
Deitados,
Por breves minutos a olhar as estrelas
Que brilhavam bem alto lá no céu.
Enrolados,
Num abraço carinhoso,
Segredei para mim mesma
Que do meu amor tu és o réu.
Perante o vento agitado,
Tentámos proteger-nos um ao outro
E de repente um sentimento forte,
Mútuo, um olhar e um beijo louco.
E o tempo acaba depressa para tudo,
O que é bom,
E apenas lentamente para o chegar da morte.
E ainda bem,
Agora que estás ao meu lado,
Quero mais brincadeiras na praia
Mais abraços,quero-te mais,
Quero ter-te bem perto
Neste novo dia que raia.

domingo, 3 de agosto de 2008

Desejos de ti.


Tenho desejos de ti,
Numa necessidade que não consigo explicar.
A vontade de que estivesses sempre aqui
É incessante e não pára de me afrontar.
Sonho acordada,
Viajo num possível futuro,
Inconscientemente faço planos,
Contigo a meu lado
Numa eterna jornada
Que desejo e realizo nos meus sonhos.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

És tu.


Se sou anjo,
Foste tu que provocaste o brotar das minhas asas.
Quando irradio luz,
Apenas reflicto aquela que tu emanas.
Se sou feliz,
És tu a causa disso.
Quando sorrio,
Faço-o porque é um dos efeitos que despertas em mim.
És o que de mais belo existe em mim,
Não posso ficar sem ti.
Se sou uma pessoa melhor,
És tu que me fazes ser assim.