segunda-feira, 27 de abril de 2009

The wind and the draft.



The wind have whispered,
But im still seeing it's not me.
Not the one who's seeked.
Neither even part of wishes.
Its all pain.
And im a comforting being,
Spreading tears of my broken dream.
So i hope theres a short end coming
To erase this draft of something
I never was.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Anestesiada.



Anestesiada.
Aguento, calo-me e deixo passar.

Deixo que tudo decorra

Imune ao meu desejo.

Solto a dor para mim,

E impeço a ferida de sangrar.
Superficialmente insensibilizada,
Incapaz de me manifestar.
Minha alma atribulada,
Ainda carente de anestesia,

Anseia também por descansar.

sábado, 14 de março de 2009

Mente em distorção.



Num luar,
Sob céu bem escurecido,
Vagueia meu ego entristecido
Sobrevoando minha alma obscurecida
Pela minha mente sórdida
Sinto-me sozinha e perdida.
No meu corpo vazio
Divago erma,
No silêncio que ressoa
E sinto a mente em distorção.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A brisa.



Algum tempo que passou,
Mas a brisa ficou.
O passado afinal não mudara.
Apenas eu teimava em negar.
A mim mesma, me convencia
Que eram coisas que o vento já levara.
Só a brisa me trazia
As duvidas que temia
A razão que me perturbava.

Deixei-me envolver
O sentimento cresceu.
A brisa abriu-me a janela
Irrompeu,
E só agora voltei a perceber
Que o passado nunca foi,
Mas que ainda é no presente.

O presente não passou de algo ausente;
Na mentira de o que foi, já ter sido
E não mais ser o mesmo
Neste presente que me iludiu
De ser só o presente que eu vivi.
No aviso que a brisa me deu
e eu ignorei e me arrependi.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Só ilusão.

Já congelada,
Ainda sinto o frio,
Está escuro.
Cada vez mais escuro.
Abro e fecho os olhos
E não noto diferença nas cores.
Não há luz,
Nunca vi a luz.
A minha companhia...
Afastaram-me da minha companhia!
A única luz que conheci.
Aquela que brilha sempre
E em qualquer dia,
A que me ilumina
E que à noite me guia.
Sempre me fez companhia!
Mas perdi-a,
E agora, mais que nunca,
Estou sozinha,
Vazia.
E é como se eu sempre tivesse estado,
Afinal de contas,
Enterrada debaixo do chão,
Sem terra, sem caixão
Só eu e a minha ilusão.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Aqui caída.



Invadem-me...
Sentimentos de perda,
Sentimentos de culpa.
O vazio, o tédio,
O assolo da tristeza
Deixa-me sem voz,
Sem vontade,
Sem vida.

E permaneço aqui caída
Até que dor me devore
Me torne de novo erguida
Ou que acelere o chegar da minha partida
Para que nunca mais chore
Nestes momentos em que a minha alma sofre.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Como flores.


Eu tento dar mais e mais,
Ser melhor, o auge.
Mudar, moldar-me.
Dar-te beijos com sabor a flores,
De textura delicada e suave.
Tudo para que aos teus olhos eu me eleve.
Me torne mais alegre
Te faça mais feliz,
Ter-te sempre presente,
Olhar para ti e ver que sorris,
Ver-te contente
Como sempre quero e quis.